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High Season Studio

Blog · Ofício · · 3 min de leitura

Fotos, vídeo e scroll: como se vende um lugar

Um lugar vende-se pela sensação de lá estar: o caminho da porta até ao mar, a luz das sete da tarde, quanto falta mesmo até à praia. Uma grelha de fotografias não transmite isso. O movimento sim.

O que o hóspede está mesmo a perguntar

Como chego. O que vejo da cama. A que distância está a água, em passos mais do que em metros. Se a piscina apanha sol à tarde. Se o caminho até à porta é estrada ou carreiro. Cada galeria responde a uma destas por acaso; um percurso curto responde a todas de propósito.

O vídeo que serve

Curto, sem música obrigatória e com um percurso real: a chegada, as divisões pela ordem em que se atravessam, a saída para o mar. O que não serve é a montagem de dois minutos com o drone a girar sobre o telhado: fica bonito e não diz nada ao hóspede.

Não é preciso uma produção. Um voo de drone e um percurso com o telemóvel estabilizado chegam, desde que o trajeto faça sentido.

Um voo de drone que avança com o scroll: Trullo del Moro.
Um voo de drone que avança com o scroll: Trullo del Moro.

O scroll como forma de caminhar

Quando o filme avança com o scroll, quem marca o ritmo é o visitante: para onde lhe interessa, volta atrás, olha outra vez. Resolve ainda o problema mais antigo do vídeo na web, que é ninguém carregar em play.

No Trullo del Moro e na Villa Santina toda a chegada é um único voo contínuo que avança com o scroll, e cada divisão tem o seu percurso.

Não pode pesar uma tonelada

Um site bonito que demora cinco segundos não vende: o visitante já se foi embora. A velocidade faz parte do orçamento da fotografia, não é um detalhe técnico do fim.

  • Imagens em webp, no tamanho de que cada ecrã precisa mesmo.
  • Primeiro um fotograma de capa, o vídeo só quando entra no ecrã.
  • Fotogramas em vez de um vídeo pesado quando o filme tem de seguir o scroll.
  • Medir no telemóvel com dados móveis, não com a ligação do escritório.
O que se vê do sofá: a fotografia que o hóspede procura e quase ninguém tira.
O que se vê do sofá: a fotografia que o hóspede procura e quase ninguém tira.

O que pode saltar

A música que arranca sozinha, o texto por cima do texto, o vídeo de banco de imagens de uma praia que não é a sua e o tour de 360º que ninguém roda. Se não responde a uma das perguntas da primeira secção, é decoração.

Como se organiza uma sessão de duas horas

A maioria dos lugares cobre-se em duas horas, não num dia, se a lista estiver escrita antes. Escolha a hora em que a luz cai do lado que importa, percorra o trajeto uma vez sem câmara e só depois filme: a chegada, cada divisão desde a porta, as vistas de onde as pessoas se sentam mesmo, e dois ou três detalhes que são desta casa e de mais nenhuma.

  • Escreva a lista de planos antes, com o trajeto por ordem.
  • O exterior na última hora de luz; o interior com as luzes acesas.
  • Camas feitas e bancadas livres: o que entra no enquadramento é o que está a vender.
  • Guarde os ficheiros originais: a próxima remodelação começa daí.

Perguntas frequentes

Preciso de um drone?

Ajuda quando o que vende é o entorno: o mar, o jardim, a encosta. Se o valor está dentro, um bom percurso interior importa mais do que qualquer imagem aérea.

Quantas fotografias deve ter uma página?

As suficientes para cobrir o percurso sem repetir: o exterior, cada divisão, as vistas e os detalhes que a tornam sua. Vinte boas ganham a oitenta do montão.

O vídeo não torna o site lento?

Só se estiver mal feito. Carregado quando entra no ecrã, no tamanho certo e com uma capa antes, um vídeo custa menos do que uma galeria de fotografias pesadas.

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